quinta-feira, 20 de março de 2014

Solidão

Admitindo que todo mundo sofre de uma solidão incurável, já que somos sozinhos mesmo, enclausurar-se em um mundo de música e de introspecção parece um destino perfeito. 
Para não cair na rotina e também para lembrar que outras pessoas vivem a mesma experiência, de vez em quando nos permitimos interagir, trocando experiências e pareceres. 
No mais, cada um segue seu rumo, ouvindo sua música, lendo seu livro, desenhando seu quadros, criando seu próprio universo. Somos seres individuais!
Solidão não é um sentimento deprimente. É, antes de tudo, uma condição social. Solidão não tem relação com a falta de amor. Nascemos sozinhos, crescemos sozinhos e morremos na mais profunda solidão. Exatamente porque somos seres únicos. Solidão não tem cura.
Não é doença. É apenas o fato de estar e ser só.

sexta-feira, 14 de março de 2014

O piano e a régua de madeira

Quando eu ainda era criança, meus pais me compraram um piano.
Ele era lindo! Um Essenfelder vendido anos mais tarde. Durante 12 anos, para satisfazer principalmente os desejos da minha mãe, eu estudei piano.Odiava! Hoje entendo que a raiva não era do piano. Sempre amei música. O problema era a professora de piano que batia nos meus dedos com uma régua de madeira sempre que eu errava uma nota. E errava muito. Eu quase não estudava em casa. Preguiça? Não me lembro, mas não acredito que tenha sido por preguiça.
Sei que ainda me lembro do piano com carinho e desejo voltar a estudar música. Talvez compre um piano. Talvez compre também uma régua de madeira. Esta, em homenagem à professora que eu tanto detestei. Hoje ela seria presa por bater nos dedos de uma criança com a maldita régua.

Músicas que eu gostaria de ter dançado...

Tão flexível quanto o cabo de uma vassoura, danço divinamente bem em meus sonhos, onde também sei voar. O corpo tem 47 anos, mas a mente não passa dos 25 e a vontade de dançar ainda é adolescente. Adoro cinema americano. Alguns dos filmes que eu gosto têm cenas que eu gostaria de reproduzir um dia por mais ridículo que isso possa parecer. Não tenho medo do ridículo. Compartilho aqui algumas das cenas escolhidas inicialmente durante uma noite de insônia. Espero que gostem e se divirtam como eu me diverti.

Músicas que eu gostaria de ter dançado...

1 - Com Chistopher Plummer -http://www.youtube.com/watch?v=qUfWRBGQkz0



2 - Com Antonio Banderas   http://www.youtube.com/watch?v=E6VvR3hkePI




3 - Com Al Pacino     http://www.youtube.com/watch?v=F2zTd_YwTvo




4 - Com Patrick Swayze  
 
http://www.youtube.com/watch?v=WpmILPAcRQo




5 - Com Kevin Bacon  http://www.youtube.com/watch?v=JyD8BxoB2To





6 - Com John Travolta   
 
http://www.youtube.com/watch?v=jYID_csTvos   (talvez a única que eu seja capaz hoje..kkkk)




7 - Com John Travolta – parte 2     http://www.youtube.com/watch?v=glz1OfXbc_0





8 - Com Kevin Kline 
 
http://www.youtube.com/watch?v=dLjY4Xwmdik       (kkkkkkkkkkkkkk)




9 - Com Antonio Banderas – parte 2 - http://www.youtube.com/watch?v=a0M5b_i4wy4



10 - Com Yul Brynner  http://m.youtube.com/watch?v=QgVPnWmUqd4





11 - Com Gene Kelly, Donald O’Connor e Debbie Reynolds (totalmente impossível)

http://www.youtube.com/watch?v=Yu6--WBPBHo




12 - Com Steve Carell    (nada impossível)  
 
http://www.youtube.com/watch?v=A-yIsikoXRE
(um sonho de valsa pra quem me ensinar a parte que fica aos 2:49 kkkkkk)




13 – Com Richard Gere 
 
http://www.youtube.com/watch?v=xejbd_QfMBU




14 – Com Mikhail Baryshnikov & Gregory Hines 
 
http://www.youtube.com/watch?v=ImzkWZkaIIM





15 – Com Richard Gere – parte 2 -
 
http://www.youtube.com/watch?v=tqLh6rQqkoA




16 – Com Colin Firth -
 
http://www.youtube.com/watch?v=Gcxv7i02lXc



17 - Com Zac Efron, John Travolta e Queen Latifah    http://www.youtube.com/watch?v=K54VMAmjNSk



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

A estrela

Tão flexível quanto o cabo de uma vassoura, danço divinamente bem em meus sonhos, onde também sei voar. O corpo tem 47 anos, mas a mente não passa dos 25 e a vontade de dançar ainda é adolescente. Adoro cinema americano. Alguns dos filmes que eu gosto têm cenas que eu gostaria de reproduzir um dia por mais ridículo que isso possa parecer. Não tenho medo do ridículo. Compartilho aqui algumas das cenas escolhidas inicialmente durante uma noite de insônia. Espero que gostem e se divirtam como eu me diverti.

Músicas que eu gostaria de ter dançado...

1 - Com Chistopher Plummer -http://www.youtube.com/watch?v=qUfWRBGQkz0



2 - Com Antonio Banderas   http://www.youtube.com/watch?v=E6VvR3hkePI




3 - Com Al Pacino     http://www.youtube.com/watch?v=F2zTd_YwTvo




4 - Com Patrick Swayze  
 
http://www.youtube.com/watch?v=WpmILPAcRQo




5 - Com Kevin Bacon  http://www.youtube.com/watch?v=JyD8BxoB2To





6 - Com John Travolta   
 
http://www.youtube.com/watch?v=jYID_csTvos   (talvez a única que eu seja capaz hoje..kkkk)




7 - Com John Travolta – parte 2     http://www.youtube.com/watch?v=glz1OfXbc_0





8 - Com Kevin Kline 
 
http://www.youtube.com/watch?v=dLjY4Xwmdik       (kkkkkkkkkkkkkk)




9 - Com Antonio Banderas – parte 2 - http://www.youtube.com/watch?v=a0M5b_i4wy4



10 - Com Yul Brynner  http://m.youtube.com/watch?v=QgVPnWmUqd4





11 - Com Gene Kelly, Donald O’Connor e Debbie Reynolds (totalmente impossível)

http://www.youtube.com/watch?v=Yu6--WBPBHo




12 - Com Steve Carell    (nada impossível)  
 
http://www.youtube.com/watch?v=A-yIsikoXRE
(um sonho de valsa pra quem me ensinar a parte que fica aos 2:49 kkkkkk)




13 – Com Richard Gere 
 
http://www.youtube.com/watch?v=xejbd_QfMBU




14 – Com Mikhail Baryshnikov & Gregory Hines 
 
http://www.youtube.com/watch?v=ImzkWZkaIIM





15 – Com Richard Gere – parte 2 -
 
http://www.youtube.com/watch?v=tqLh6rQqkoA




16 – Com Colin Firth -
 
http://www.youtube.com/watch?v=Gcxv7i02lXc



17 - Com Zac Efron, John Travolta e Queen Latifah    http://www.youtube.com/watch?v=K54VMAmjNSk



sábado, 22 de fevereiro de 2014

Bom dia, cumadi!

Bom dia, cumadi! Posso entrar? Kkkkkkkk. Como era bom brincar de casinha debaixo daquela parreira... Lembro de cada detalhe, das roupas que usava, de um chinelo que no natal comprávamos na Clark Calçados para te presentear e do dia que fez o pai ir nas Lojas Americanas comigo de noite -era época de Natal - só para comprar cachorro quente pra mim. "A menina não pode dormir com vontade comer isso", dizia. Kkkkk. Até hoje levo isso a sério!
Anos mais tarde, quando eu já era casada, tinha filhas, fazia faculdade e trabalhava fora, dizia: "a Rosana trabalha igual a um relógio". Até hoje não sei se era um elogio pelo meu esforço ou uma reclamação por não ter tido mais tempo com ela.
Ela gostava de ouvir as histórias das matérias que eu fazia para o jornal. Como consegui as informações e como escrevi. Nem lia o jornal no outro dia. Sabia de tudo. Achava importante eu entrevistar polícia e bandido, mas ficava orgulhosa mesmo quando eu entrevistava o prefeito ou o governador. Rs. Um dia fui notícia na coluna da Rachel Azeredo no Popular. Kkkk. Minha mãe recortou a nota e guardou. Tenho até hoje. Mimos de mãe!
Nos seus últimos dias antes de ficar internada por 33 dias em uma uti, você me chamou no seu quarto, deu uns conselhos que não me lembro quais são e disse que estava morrendo. Pediu que eu cuidasse do pai e da Márcia. Lembro que eu chorei muito e perguntei a ela como eu viveria se ela morresse. Ela não respondeu e não vivi mais plenamente desde que ela se foi. Faz falta aquele humor, aquela inteligência, amor e carinho. Que vontade ganhar aquele abraço de mãe! Ela teve a capacidade de mandar me comprar um relógio de aniversário quando estava na uti. Tem cabimento? Nunca mais usei relógio desde que ela se foi. Tenho, mas não uso.
Ela odiava fotos e essa não lhe faz justiça, mas foi a que sobrou.(Dalfa Maria Melo Araújo) 15 de fevereiro. Data ingrata! Dia em que recebi um telefonema da minha irmã. "Corre pro hospital que a mãe tá morrendo e quer te ver antes". Vou levar essa dor pro túmulo! Quando cheguei ao hospital, por morar muito longe, ela já tinha morrido. Morreu sem me ver. Que dor eu senti e ainda sinto! Vamos nos encontrar logo, mãe! Teremos muito tempo! Sinto sua falta, meu chão, meu alicerce! Amo você!
(Postado originalmente dia 15/02/2014)

E lá se foram cinco anos...

E lá se foram cinco anos...

É! A mãe uma vez me contou que quando eu nasci o senhor ficou alucinado e em algumas noites ela acordava de madrugada e o encontrava conversando comigo no meu berço. Sei como deve ter sido nossa conversa e sei exatamente como o senhor me olhava naquela época.

O olhar era o mesmo de quando o senhor chegava da Rede Ferroviária no final da tarde me trazendo uma balinha, um biju ou um sonho de valsa. O melhor era quando não tinha dinheiro para comprar nada e me dava um abraço. Era o mesmo olhar de quando, na adolescência me viu passar no vestibular e depois a tirar, no primeiro teste, a minha habilitação.

O olhar o era o mesmo de admiração e amor sem limites durante todas as outras conquistas ao longo dos anos. Quando lhe dei netas, já que não gostava do genro...rs. No meu primeiro emprego, no segundo, quando me formei, quando lia minhas matérias, quando ganhava prêmios e quando fui homenageada pela Polícia Militar.

Lembro que o senhor disse que era uma honra muito grande. Depois, pela Assembleia Legislativa e por ai foi me olhando e demonstrando sua admiração e amor por mim, desde o berço. Esteve orgulhoso em seus últimos momentos quando terminei minha pós e quando ganhei outros prêmios. Ficaria orgulhoso.

Esse olhar de amor que me acolheu em todos meus momentos de sofrimento, em nossos momentos de dor que gostaria de ver hoje. É esse olhar, pai, que eu sinto tanta falta hoje. O olhar que tentei retribuir todos os anos em que tive a honra de estar ao seu lado e que há 5 anos não brilha mais. O amor continua. A honra de ter tido o senhor como pai é, assim como a saudade. Os olhos que antes brilhavam com a sua presença hoje choram a sua ausência, a falta de chão e esse vazio na alma.
— se sentindo triste. 
(Postado originalmente no Facebook em homenagem ao meu pai Edgar Leão de Araújo, no dia 8/2/2014)

Considerações sobre o que sente uma "mulher forte"

Que merda! Ao descrever a tal mulher forte, a Danuza Leão contou minha vida. Falou da tristeza e solidão de ser considerada forte e capaz de carregar o mundo nas costas. Confesso que esse peso causa uma dor insuportável nas costas e a solidão uma dor inexplicável na alma.
O peso nas costas é decorrente de todos os trabalhos domésticos, de cuidar da casa e da família sozinha. Lava, passa, organiza, coloca no lugar, limpa, cozinha, alimenta os bichos, cuida das plantas e do jardim, coloca o lixo pra fora, paga as contas, vai no banco, no veterinário e ainda trabalha em dois empregos. Dorme 2 horas da manhã e acorda às 7 horas todo santo dia. Ninguém oferece ajuda porque sabe que aconteça o que acontecer, tudo estará em ordem. Pior, quando não está em ordem, reclama, xinga, ofende!
A solidão, que causa a dor na alma, é consequência da primeira. Por ser considerada forte, ninguém pergunta se você está bem, se precisa de algo, se quer sair, ou se quer que fiquem com você. Não há atenção. Não há carinho nem afago. Só cobranças, pedidos e nada mais. Solidão que marca a alma, como se fizéssemos diferença apenas porque não haveria ninguém para fazer o que fazemos muitas vezes sem reclamar. Solidão de notar que só fazemos falta por esse motivo. Solidão de estar no meio de tanta gente e ninguém notar que está chorando. Assim é a dor da mulher forte. Mas são apenas algumas considerações. Para você que não leu o que a Danuza Leão escreveu... 
Mulheres Fortes

(Danuza Leão)

Ah, como deve ser boa a vida das mulheres frágeis!......
Elas sempre têm alguém que carregue os embrulhos,
preencha o Imposto de Renda, troque o pneu do carro, e por aí vai.

As fortes fazem tudo sozinhas,
e são sempre chamadas nas horas do aperto:
Elas agüentam qualquer tranco, e são tão fortes que se metem
até mesmo onde não são chamadas,
para ajudar a resolver os problemas dos outros.

Elas acreditam no personagem, veja só!
É dura a vida das fortes, que não são poupadas de nada!

Se alguém está com uma doença grave, é a elas que vão contar;
se a namorada do sobrinho ficou grávida, são as primeiras a saber,
e quando alguém da família é preso com uma trouxinha de maconha,
são imediatamente chamadas para as providências de praxe...
fora os problemas financeiros, é claro.

Enquanto isso, os pais e mães desses jovens adoráveis estão tomando
uma vodca na beira da piscina sem saber de nada...

eles não agüentariam um choque desses e precisam ser poupados,
porque são frágeis.

Existe sempre alguém para cuidar dos frágeis,

seja um parente, um amigo, até um vizinho,
que bate na porta preocupado com o silêncio
e para saber se ela está precisando de alguma coisa.

Uma mulher frágil
é mais frágil que um recém-nascido,
e como os homens adoram o papel de protetores
para se sentirem fortes e poderosos,
é a união perfeita da fome com a vontade de comer.

Quando elas ficam doentes,
um verdadeiro exército é mobilizado;
um leva revistas, o outro um embrulhinho com pêras, maçãs e uvas,
e se ela não tem empregada não falta quem vá para a cozinha
fazer uma canjinha.
Preste atenção que vai perceber
que essas mulheres frágeis são indestrutíveis.

As fortes, na hora de uma crise de coluna,
se arrastam até a geladeira para pegar um copo de água,
e se alimentam o fim de semana inteiro com uma barra de chocolate,
pois ninguém telefona para saber se precisam de alguma coisa.

E elas, verdade seja dita,
preferem morrer de inanição a pedir socorro, para não cair o tipo.

Há uma pesquisa a ser feita:
uma mulher frágil nasce frágil ou escolhe essa profissão para se dar bem na
vida?

Por que elas se dão bem,
e sempre encontram um homem talvez ainda mais frágil do que elas
para cuidá-las, acarinhá-las e cuidar para que nada as atinja, nunca?

Afinal ela é tão frágil, coitadinha.
Enquanto isso as fortes se acabam de trabalhar,
e são elas que saem dos supermercados com pacotes de compras

sem que ninguém se proponha a dar uma ajuda, mesmo que modesta.

Somos todos estimulados a ser fortes,
mas boa vida mesmo levam as frágeis, daí a dúvida:
não seria melhor que as mães, os pais e os colégios ensinassem as crianças
a ser frágeis, pois sempre haverá alguém para cuidar delas pela vida toda?

E aliás, qual a vantagem de ser forte,
além de saber que um dia alguém se referiu a ela

dizendo "aquela é uma mulher forte"?

Um grande elogio, é verdade. Mas e daí?

Toda mulher forte tem desejos secretos
que não conta nem a seu travesseiro:
que alguém, e não é preciso que seja um homem
faça um gesto por ela, de vez em quando.

Nada de muito importante; apenas um cuidado,
do tipo dizer que a está achando pálida, perguntar se tem se alimentado direito,
pegar pelo braço e levar para tomar uma vitamina bem forte.

Sabe qual é o sonho dourado de uma mulher forte?
Ter uma gripe com 38º de febre e poder ficar na cama.

Mas para ela até ter uma gripe é difícil, pois uma mulher forte não adoece;
e se isso acontecer, o mais difícil vai ser receber ajuda,
pois uma mulher forte não deixa que ninguém faça nada por ela,
mesmo precisando desesperadamente, para não passar por frágil.

E é capaz de preferir se deixar morrer de tristeza,
solidão e sofrimento a pedir socorro seja a quem for.

Como são frágeis, as fortes!...

Voltei!

Não interessa contar o tempo que passou. Tempo que não quis compartilhar minha rotina nada interessante, mas duas meninas andaram fuçando nas minhas memórias e encontraram o blog, leram e pediram que eu continuasse a escrever. Ana Clara e Rafaela vocês me convenceram!Voltei!
Entre as muitas histórias que tenho pra contar está a de um dia em que cheguei no 7° Distrito Policial, no Jardim América. Lá ainda era uma das centrais de flagrante de Goiânia. Conceição Gayer, delegada já falecida, grande amiga, ao me ver disse que precisava de ajuda. Ela já havia ligado para vários órgãos de imprensa, mas por ser uma tarde de sábado, ninguém quis ir fazer a matéria.
Um pai, coitado, parou o carro na porta da padaria. No banco de trás do carro - que não me lembro mais qual era, o filho pequeno, de uns 2 anos, dormindo. Ele deixou a criança dormindo e entrou na padaria, afinal, não iria demorar. Erro! Um ladrão entrou no carro e o levou, sem ver que no banco de trás havia uma criança dormindo.
O homem entrou em desespero. Saiu correndo pela rua gritando, mas nada deteve o ladrão. Ele foi até o distrito, onde a delegada registrou a ocorrência. Conceição Gayer pediu que eu fizesse a matéria e fiz, publicando a foto da criança. No dia seguinte, a Conceição me liga pedindo para eu correr para o distrito. Corri e fiquei muito feliz.
A tia do assaltante, uma senhora analfabeta, precisava de uns jornais para embrulhar uns vidros que tinha na casa dela, em um bairro da periferia de Anápolis. Ela foi na venda perto da casa e pediu os jornais. O dono juntou alguns e entregou para a mulher, que reconheceu na foto do POPULAR a criança que o sobrinho havia deixado na casa dela por alguns dias. Ela viu a foto e pediu o dono da venda para olhar o motivo do filho do sobrinho estar na capa do jornal. O homem leu a notícia do sequestro da criança e do furto do carro e a mulher começou a chorar. Ela pediu que o dono da venda ligasse para a polícia e foi ela que entregou o menino aos pais, já em Goiânia.
Conceição Gayer pediu que eu corresse para o distrito porque a tia do ladrão e os pais da criança queriam me agradecer. Eles me abraçaram forte e agradeceram chorando. A delegada fez o mesmo e eu, manteiga derretida que sou, deixei o distrito chorando, sem graça por ter ajudado as pessoas no cumprimento da minha profissão. Quantos anos se passaram? Onde estarão essas famílias? Onde estará a criança levada no carro? Conceição Gayer, minha amiga, um abraço!
Depois conto mais histórias...