domingo, 9 de novembro de 2008

O que seria uma mãe emo?


Na época em que meu corpo era jovem, coisa de uns 20 anos atrás, gostar de rock era coisa de gente de bom gosto. Boas bandas surgiam a todo instante. A moda era básica. Jeans, camiseta ou bata indiana e all star ou ainda, sapatilhas com solado de corda fabricada pela Vulcabras.
Não estávamos preocupados se era metal, melódico ou o escabal. Simplesmente gostávamos das bandas, das músicas e todos viviam em paz. Não tínhamos MTV, Ipod, mp3, mp4, computador. Era rádio e tv, discos de vinil e radiola. Que antigo!
Hoje, essa turma que pega tudo mastigadinho e vive de moda ditada por MTVs e pela indústria fonográfica, resolveu colocar etiquetas em tudo que coisa. Quem usa all star, jeans e camista, tem cabelos grandes e gosta de rock melódico é emo! Quem usa preto é isso. Quem usa aquilo é não-sei-o-que. Tenham dó e respeitem o simples gosto pela música. Não estraguem a beleza de se gostar do que é belo e, acima de tudo, entendam que a música tem a magia da paz. Não deve trazer consigo a cultura da guerra, do preconceito e da violência.
Sempre gostei do visual bicho-grilo. Jeans, camiseta e all star, de todas as cores, mas tradicional. O cabelo é largadão até hoje e envelheço com a dignidade de qualquer trabalhadora. Chamaram-me de emo outro dia. De início, achei engraçado, mas quer saber? Não tem graça! Comentário sem pé, nem cabeça de gente que não sabe o que é música, não entende sua origem, sua raça, sua luta pela liberdade. De nada valeram os gritos e a luta dos hippies dos anos 60 e 70? Nunca assistiram Hair?
O rock nasceu como forma de protesto. Antes de chamarem alguém que busca paz em melodias como Stair Way to Haven, saibam primeiro o que diz a letra, como surgiu, quem a compôs, que história há por trás disso. Pesquisem sobre a época em que foi composta e entendam o que realmente diz a letra. Se depois disso tudo os rótulos imbecis ainda valerem a pena serem distribuídos, podem me chamar de emo. Mas gostaria, antes de qualquer coisa, que me explicassem de forma plausível o que seria uma mãe emo?

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Nenê, o Gato!


Não tem esse dia, por mais cansada que eu esteja, que o Nenê, o Gato, não me acorde bem cedo. Ele quer a ração e isso é sagrado! Depois disso, que sempre acontece por volta das 5 horas, quando ainda é noite, ele quer brincar. Faço uma bolinha de papel com guardanapos que compro só para essa finalidade e jogo, para que ele brinque de bolinha. Neste meio tempo, já que perdi o sono rindo do gato, aproveito para ler os jornais pela internet. Quando ele se cansa, já por volta das 6 horas, ele vai dormir. Aproveito e folga e também vou, afinal de contas, não sou de ferro. Apenas uma dedicada dona de gato, ou seria escrava de gato? Seja o que for, ele alegra meu dia!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

De Mahatma Gandhi...


Se pudesse deixar algum presente a vocês

Deixaria acesso ao sentimento de amar a vida dos seres humanos

A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora

Lembraria dos erros que foram cometidos

Para que não mais se repetissem

A capacidade de escolher novos rumos

Deixaria para vocês, se pudesse

O respeito a aquilo que é indispensável

Além do pão, o trabalho

Além do trabalho, a ação

E, quando tudo mais faltasse, um segredo:

O de buscar no interior de si mesmo

A resposta e a força para encontrar a saída.

sábado, 27 de setembro de 2008

O dia de folga


Jornalista é uma criatura bizarra mesmo! Um sábado chuvoso e de folga é tudo que um trabalhador precisa para ficar até tarde na cama, curtindo a preguiça ou simplesmente dormindo o sono dos justos. Pois exatamente hoje, um sábado chuvoso e de folga, acordei cedo. Não tenho nada para fazer mais. A casa está arrumada, todo o serviço doméstico em dia...
O jeito para não morrer de tédio é ler um bom livro, enquanto descanso a carcaça na horizontal, mas para isso, meu quarto deve ser desocupado. Nele estão o marido, uma filha e o gato. Cada qual mais desmaiado que o outro, curtindo o que eu deveria também estar fazendo.
Eu e o Viola, esse aí da foto, somos os únicos arcodados. Estamos trocando favores. Ele me faz companhia e eu arrumo o ninho dele, coloco comida e água. Acabado o serviço, Viola me abandona, pois vai comer e depois dormir e eu, que também o abandono, vou pegar um livro e aproveitar esse dia de folga, que pelo jeito será longo.

domingo, 21 de setembro de 2008

Do Léo ao Nenê...


Quando tinha 5 anos, ouvi um barulho no portão de casa e fui ver o que era. Um filhote de gato estava na boca de um cachorro enorme. Gritei meu pai e ele veio em socorro ao gatinho. Fiquei com ele. Léo foi o primeiro amor da minha vida. Todo dia, durante os 13 anos em que viveu, me esperou chegar em casa no alpendre de nossa casa. Parecia rir ao me ver. Era carinhoso e por anos, foi quem me fez companhia durante o dia.
Há três anos e muitos gatos depois, chegou o Nenê em casa. Ganhei de uma veterinária, depois que meu outro gato foi atropelado. Antes desse, o Chanin, um angorá preto, havia morrido de câncer no intestino. Nenê veio para alegrar meus dias e perturbar minhas noites. Rs...
Ele é capaz de pular em mim às 4 da madrugada só porque quer brincar de bolinha. Ele me tortura, mas amo a companhia dele. A Carla o chama de "gato doido", mas ele não é. Meu Nenê é lindo. Talvez a doida seja eu.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Sonhos

Corpo suado,
Nada de ginástica.
Risadas sem motivo,
sem piada.
Vida que segue sem rumos.
Paixão sem culpa,
sem donos,
sem barreiras,
sem pudores.
Sonhos alucinógenos,
droga de realidade.
Gordura nas veias,
Coração se entupindo
de tanta estupidez.
Música suave,
de um rock sem compasso
Pintura em preto e branco
De uma vida que não levo.
Amizade inexistente
Entre meus eus.
Brigas constantes
De egos entre o que sou e
o que gostaria de ter sido.
Morte, prêmio impossível
De alguém que é preso a vida,
não por opção, mas pela falta dela.
Salvação?
O suor escorrendo novamente.
(Rosana Melo)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Carteirada maldita!

Pela primeira vez na vida tive de dar uma "carteirada" e fiquei indignada. Depois de quatro meses de seca, choveu. Aliviou geral. Não achei que aquela chuva maravilhosa fosse transformar nossa noite. Cheguei em casa à noite, depois de um dia cansativo no jornal e simplesmente não tinha energia. Ligamos na companhia de energia repetidas vezes e nada! Ninguém atendia!
Quando conseguimos, nada também! Não apareceu ninguém para restabelecer o fornecimento de energia. Mera necessidade de consumidor? Não! Meu pai, que está prestes a completar 80 anos, é renal crônico e durante todas as noites tem de ficar ligado a uma máquina de diálise peritoneal. Ela é ligada na energia elétrica.
Nenhum dos contatos com a companhia elétrica deu resultado. Ninguém dormiu direito. Principalmente meu pai. Quando cheguei ao jornal, à tarde, muito por acaso, o assessor de imprensa da companhia de energia me ligou para falar de uma matéria e acabei contando meu caso.
No final da tarde, minha irmã me liga e pede que eu agradeça ao diretor da companhia, que ligou em pessoa para a casa do meu pai. A energia havia sido restabelecida. Agradeço profundamente a atenção do diretor, mas ao mesmo tempo, fico indignada com o fato de ter sido atendida apenas depois de dar a tal carteirada maldita. Jornalista pode! Consumidor Cidadão, não! Uma vergonha! Assim funciona o Brasil...